Fundada em 07 de Setembro de 1997

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O inominado Rito Inglês



York, Emulation ou o quê? O Irmão Pires esclarece o mistério e coloca 
as coisas em seu devido lugar!
Ao examinar uma tradução, em português, elaborada em julho de 2001, aqui, no Brasil, pela Gráfica e Editora Movimento Ltda., do Emulation Ritual, editado este na Inglaterra pela Lewis Masonic Publishers Ltd., no Grau de Aprendiz, não consegui refrear meu inconformismo com o termo Rito de York, das páginas 3 e 8, nem com o termo Rito de Emulação, da página 8, todos do referido texto em português, pois esses dois termos configuram uma visível e deplorável enxertia. Realmente, no original inglês não existem as expressões York Rite e Emulation Rite. 

Em verdade, o termo Rito de York não se coaduna com o inominado Rito inglês. Ele é um sistema roveniente da Maçonaria norte-americana, sistema esse já introduzido no Brasil, sem a mínima vinculação com a Maçonaria da Inglaterra. Tive a ousadia de escrever o livro O Suposto Rito de York e outros estudos(Editora Maçônica A Trolha Ltda., Londrina, PR, 2000), onde ressaltei que Emulation não é nome de um Rito, mas sim o nome de um Ritual, em decorrência da Emulation Lodge of Improvement, de Londres, cuja reunião inicial ocorreu em 2 de outubro de 1823. 

Em nossa Pátria, a primeira Loja de orientação inglesa foi a Orphan Lodge, fundada em 28 de junho de 1837 no velho Caminho de Mata-Cavalos (depois Rua do Riachuelo), nº 167, Rio de Janeiro, após três anos e meio do pedido concernente à expedição da Carta Constitutiva (Warrant of the Lodge), que lhe foi concedida pela United Grand Lodge of England. Em 21 de setembro de 1839, também no Rio de Janeiro, os ingleses fundaram a St. John Lodge. Em 25 de abril de 1856 foi regularizada a Southern Cross Lodge, cuja data de fundação não se conhece, todas igualmente subordinadas à citada potência maçônica da Inglaterra.

Em 16 de dezembro de 1863, houve uma cisão no Grande Oriente do Brasil, dando origem a um outro Grande Oriente, primeiramente homônimo, depois denominado Grande Oriente Unido do Brasil, que viria a ser conhecido por Grande Oriente dos Beneditinos, pelo fato de sua administração funcionar na Rua dos Beneditinos, nº 22, Rio de Janeiro, e por Grande Oriente Saldanha Marinho, pelo fato de seu idealizador e seu Grão-Mestre ser o Irm\Joaquim Saldanha Marinho.

Impulsionado por interesses referentes à aproximação com a Maçonaria norte-americana, o Grande Oriente dos Beneditinos fundou a Loja Vésper, do Rio de Janeiro, para trabalhar no Rito de York, porém o verdadeiro, o praticado pelos norte-americanos. Corolário dessa providência, o referido Grande Oriente recebeu uma favorável comunicação epistolar da Grand Lodge of Wisconsin, dos Estados Unidos da América. O incentivo fez com que aquela potência maçônica brasileira fundasse mais duas Lojas no legítimo Rito de York, a Washington Lodge, de Santa Bárbara d’Oeste, na então Província de São Paulo, em 14 de novembro de 1874, e a Lessing Lodge, de Santa Cruz do Sul, na então Província do Rio Grande do Sul, em 22 de março de 1880.

Em 16 de outubro de 1879, o Grande Oriente do Brasil, cujo Grão Mestre era o Irm\ José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco, Presidente do Conselho de Ministros do Império, nomeou o Irm\ Almirante Arthur Silveira da Motta (que viria a receber, em 19 de agosto de 1884, do Imperador D. Pedro II, o título nobiliárquico de Barão de Jaceguay), para tratar do reconhecimento da citada potência maçônicapela United Grand Lodge of England, cujo Grão-Mestre era, desde 1875, o Irm\Príncipe de Gales (filho da célebre Rainha Vitória, e que viria a ser, em 1901, Rei da Inglaterra, com o título de Edward VII). Em 30 de janeiro de 1880 houve a resposta positiva, ou seja, o futuro monarca inglês concedeu o almejado  reconhecimento.

O êxito foi comunicado ao Grande Oriente do Brasil, mediante pormenorizado relatório, com a data de 21 de março de 1880, lavrado pelo próprio Irm\Arthur Silveira da Motta, que já saíra de Londres, e estava na Ilha de Malta, rumo à China, em missão especial do Império, na condição de Ministro Plenipotenciário.

Posteriormente, em 18 de janeiro de 1883, o Grande Oriente dos Beneditinos, enfraquecido, incorporou-se ao Grande Oriente do Brasil, levandolhe suas Lojas, entre as quais as já referidas Washington e Lessing, que eram as únicas do legítimo Rito de York, pois a Vésper, também já referida, estabelecera fusão com a Loja Mystério (8 de junho de 1879), dando origem à Loja Mystério e Vésper, trabalhando no Rito Adonhiramita.
Essa fusão configurou um renascimento, pois a citada Loja Vésper já havia abatido colunas (22 de junho de 1874).

Já vimos que, a partir de 28 de junho de 1837, existiam, aqui, no Brasil, Lojas de orientação inglesa, diretamente subordinadas à United Grand Lodge of England. Frise-se que só em 21 de outubro de 1891, o Grande Oriente do Brasil passou a ter sua primeira Loja com a mencionada orientação, a Eureka Lodge, do Rio de Janeiro. O povo maçônico brasileiro, do então Distrito Federal, ao saber que a referida Loja trabalhava em inglês, confundiu-se e imaginou, erroneamente, que ela pertencesse ao Rito de York. Sim, a citada Loja trabalhava em inglês, mas não possuía o mais remoto liame com o sistema norte-americano.

Porém, o grande equívoco generalizou-se! Em 21 de dezembro de 1912, o Grande Oriente do Brasil, cujo Grão-Mestre era o Irm\  Senador Lauro Nina Sodré e Silva, e a United Grand Lodge of England, cujo Grão- Mestre era o Irm\Marechal Duque de Connaught, celebraram um Tratado, pelo qual ficou estabelecida a criação do Grand Concil of Craft Masonry in Brazil, que, em português, recebeu a desacertada expressão Grande Capítulo do Rito de York, mesmo sem ser Capítulo e sem ser do Rito de York. Era Grande Conselho, e não Grande Capítulo. Não era Rito de York (repita-se).

É necessário ficar bem claro que os ingleses não usaram a expressão Grand Chapter nem York Rite, mas sim (insista-se) Grand Concil of Craft Masonry in Brazil. A esse corpo maçônico passaram a pertencer as então sete Lojas que, aqui, no Brasil, trabalhavam no sistema inglês: Edward VII, do Pará, Saint George, de  Pernambuco, Duke of Clarence, da Bahia, Eureka, do Rio de Janeiro, Wanderers, de São Paulo (Santos), Unity, de São Paulo, Morro Velho e Minas Gerais.

Consultando treze dicionários da Língua Inglesa, pude confirmar que o vocábulo Craft é equivalente aos vocábulos portugueses Arte e Ofício. Por exemplo, craft brother é companheiro de serviço, e craft guild é associação de pessoas do mesmo ofício. Saliento, respeitosamente, que sempre tenho preferência pelo suporte didático do Longman Dictionary of Contemporary English, segundo o qual a definição do vocábulo Craft resume-se ao seguinte esclarecimento: “all the members of a particular trade or profession as a group.” Todos nós sabemos que o Irm\ Mário Marinho de Carvalho Behring foi o idealizador das modernas Grandes Lojas Estaduais, fundadas a partir de 22 de maio de 1927, com a da Bahia. Sabemos, igualmente, que, do Grande Oriente do Brasil, ele foi Grão-Mestre Adjunto, em 1921, e Grão-Mestre Geral, de 1922 a 1925.

Mas, antes, quando ele era Primeiro Grande Vigilante, assumiu o Grão-São Paulo, da qual ele havia sido Venerável Mestre em 1908. Não o fez com base naquela edição primeira. Fê-lo diante da edição de 1918, traduzindo-a sob o título Cerimônias Exactas da Arte Maçônica (o “c”, intermediário, no adjetivo Exactas foi suprimido na reforma ortográfica elaborada pela Academia Brasileira de Letras, conforme histórica Sessão de 12 de agosto de 1943).

Há pouco tempo, um Obreiro inglês, residente na Capital de São Paulo, cedendo às consistentes provas que lhe apresentei, curvou-se, em um primeiro momento, ao fato de ser errônea a expressão Rito de York, do modo que ela vem sendo usada no Brasil. Não obstante, agora, mudou de idéia, argumentando que continuaria, sim, a defender aquele uso, conforme fez o prestigioso Irm\ Reginald Arthur Brooking, em 1930, quando Grand Chaplain (Grande Capelão) do Grand Concil of Craft Masonry in Brazil.

Torna-se necessário que eu responda ao fragrante ilogismo daquele inaceitável argumento, e vou fazê-lo neste instante, nos termos seguintes: Em primeiro lugar, o fato de alguém expender alguma asserção, ainda que possua respeitável autoridade, não nos obriga a que lhe sigamos as diretrizes, quando as evidências mostrem o contrário. Se assim não fosse, o atual Papa João Paulo II seguiria o entendimento de Paulo V, Pontífice Católico, desde 1605 até 1621, que considerava a teoria do genial Nicolau Copérnico (atinente ao duplo movimento dos planetas sobre si mesmos e à volta do Sol) contrária aos textos bíblicos. 

Em segundo lugar, o focalizado Irm\Reginald Arthur Brooking, ao publicar um trabalho, no mencionado ano de 1930, intitulado Brasilian Fremasonry, cometeu um grande equívoco, apesar de seus conhecimentos maçônicos, ao relacionar as já referidas três Lojas que trabalharam no autêntico Rito de York norte- americano, isto é, a Vésper, a Washington e a Lessing, juntamente com doze Lojas do inominado Rito inglês, vale dizer, Eureka, do Rio de Janeiro, Duque of Clarence, da Bahia, Morro Velho, de Minas Gerais, Eureka Central (não a confundamos com a primeira), do Rio de Janeiro, Unity, de São Paulo, Saint George, de Pernambuco, Wanderers, de São Paulo (Santos) Edward VII, do Pará, Brasil, do Rio de Janeiro, Friendship, do Rio de Janeiro (Niterói), Centenary, de São Paulo, Campos Salles, de São Paulo, e Brasil Craft Masters, do Rio de Janeiro.

De fato, aquele hibridismo configurou um desmesurado absurdo, pois aquelas três primeiras Lojas, do autêntico Rito de York norte-americano (que me seja indulgenciada a quase-perissologia) não deveriam ter sido relacionadas com as outras, porque elas, as três primeiras, nunca pertenceram ao  Grand Concil of Craft Masonry in Brazil. 

Aproveito esta oportunidade para assinalar, ainda mais, que o então renomado autor cometeu outro quívoco, na grafia do título de seu trabalho, pelo fato de ter escrito Brasilian Masonry. Ora, em inglês, é Brazilian, com z, e não com s. Equivocou-se, novamente, ao escrever Grand  Concil of Craft Masonry in Brasil.
Ora, em inglês, é Brazil, com z, e não com s. Em 6 de maio de 1935, o Grande Oriente do Brasil, cujo Grão-Mestre era o Irm\ General José Maria Moreira Guimarães, e a United Grand Lodge of England, representada pelo Irm\Peter Swanson e pelo já citado Irm\ Reginald Arthur Brooking, assinaram um Convênio Solene de Aliança Fraternal, fazendo com que, entre outros itens, o Grand Council of Craft Masonry in Brazil deixasse de existir ,e, assim, as então dez Lojas, que, aqui, no Brasil, trabalhavam no inominado Rito inglês (não nos esqueçamos de que estou focalizando, agora, o ano de 1935) passaram a pertencer à mencionada potência maçônica britânica.

Eram as já relacionadas no Tratado de 21 de dezembro de 1912, menos a Saint George, de Pernambuco, e a Edward VII, do Pará, mais a Friendship, do Rio de Janeiro, Centenary, de São Paulo, Campos Salles, de São Paulo, e Royal Edward, do Rio de Janeiro. É importante aduzir que, mais tarde, em 4 de fevereiro de 1953, viria a ser fundada a Santo Amaro, cuja regularização ocorreu em 2 de maio daquele ano, data da expedição da Carta Constitutiva (já vimos que, em inglês, é Warrant of the Lodge). 

Em 1976, um Obreiro que viu a Luz Maçônica em 30 de junho de 1922, sempre muitíssimo dedicado,  porém sem conhecer alguns dos relevantes meandros históricos, ao providenciar uma nova edição do  mencionado Ritual de 1920, inseriu-lhe, por conta própria, a catastrófica denominação Cerimônias Exatas do Rito de York, adulterando o título usado pelo Irm\ Joseph Thomaz Wilson Sadler, ou seja Cerimônias  Exactas da Arte Maçônica (já vimos que, naquele ano de 1920, havia o c intermediário no adjetivo Exactas). A aludida edição de 1976, apesar de redigida em português, é pertinente à United Grand Lodge of England, pois foi elaborada para a Campos Salles Lodge, de São Paulo-SP, que, desde o Convênio de 6 de maio de 1935, já citado, é subordinada àquela potência maçônica inglesa.

Se os absurdos fossem suscetíveis de mensurabilidade, o maior de todos estaria no fato de o Grande Oriente do Brasil, ao imprimir o seu próprio Ritual do inominado Rito inglês (ou seja, do fictício Rito de York), consoante o Decreto nº 41, de 12 de dezembro de 1983, assinado pelo então Soberano Grão-Mestre Irm\ Jair Assis Ribeiro, haver cometido a suprema incúria de copiar, letra por letra, o referido Ritual da Campos Salles Lodge, até mesmo o texto em que o Venerável Mestre mostra ao Neófito a Carta Patente e lhe entrega cópias dos Livros da Constituição da United Grand Lodge of England! É claro que, ao invés de tal leitura e de tal entrega, o portador do Primeiro Malhete nunca deixaria de fazer a imperiosa adaptação concernente à citada potência maçônica brasileira, corrigindo a imperdoável desatenção do editor.

Na esperança de ter apresentado pontos elucidativos, encerro estas considerações, remetendo o meu tríplice e fraternal abraço aos Respeitáveis Irmãos Leitores. 




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Quem foi Jacques Demolay?

Jacques de Molay foi um nobre e militar, nascido em Vitrey-sur-Mance, à época um vilarejo do Condado da Borgonha. Pertencente a uma família da pequena nobreza francesa, foi Cavaleiro e o último Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários.

Nascido em Vitrey-sur-Mance, atualmente localizada no departamento de Haute-Saône, França, embora à época o vilarejo pertencesse ao Condado da Borgonha. Jacques de Molay nasceu no ano de 1244, em uma família da pequena nobreza francesa. Muito pouco se sabe sobre sua infância e adolescência.
Aos seus 21 anos de idade, como muitos filhos da nobreza européia, de Molay entrou para a Ordem dos Cavaleiros Templários, organização sancionada pela Igreja Católica Apostólica Romana em 1128, para proteger e guardar as estradas entre Jerusalém e Acre, sendo a última, à época, um importante porto no mar Mediterrâneo. A Ordem dos Cavaleiros Templários participou das Cruzadas e conquistou um nome de valor e heroísmo.
 (Imagem de Jacques Demolay, último Grão Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários)

Nobres de toda a Europa enviavam seus filhos para serem cavaleiros templários, e isso fez com que a Ordem passasse a ser muito rica e popular em todo o continente europeu e Oriente Médio. Em 1298, Jacques de Molay foi nomeado grão-mestre dos Cavaleiros Templários, uma posição de poder e prestígio. Assumiu o cargo após a morte de seu antecessor Thibaud Gaudin, no mesmo ano - 1298.
Como Grão-Mestre, Jacques passou por uma difícil posição pois as cruzadas não estavam atingindo seus objetivos. O anticristianismo sarraceno derrotou as Cruzadas em batalhas. capturando algumas cidades e portos vitais dos cavaleiros templários e dos hospitalários (outra ordem de cavalaria), restaram apenas um único grupo do confronto contra os sarracenos.

Os templários resolveram, então, se reorganizar e readquirir sua força. Viajaram para a ilha de Chipre, esperando que o público geral se levantasse em apoio à outra Cruzada.

Em vez de apoio público, como sempre, os cavaleiros atraíram a atenção dos poderosos senhores feudais, muito deles seus parentes, pois para se entrar na ordem teria de se pertencer à nobreza. Em 1305, Filipe IV, "o belo", rei de França, resolveu obter o controle dos templários para impedir a ascensão da ordem no poder da Igreja católica. O rei era amigo de Jacques de Molay, um de seus filhos era afilhado do mesmo, o delfim Carlos, que mais tarde seria rei de França como Carlos IV. Mesmo sendo seu amigo, o rei de França tentou juntar a ordem dos Templários e a dos Hospitalários, pois sentiu que as duas ordens formavam uma grande potência econômica. Filipe IV sabia que a Ordem dos Templários possuía várias propriedades e outros tipos de riqueza.

Sem obter o sucesso desejado, que era a de juntar as duas ordens e se transformar em um líder absoluto, o então rei de França armou um plano para acabar com a Ordem dos Templários, tendo chamado um nobre francês de nome Esquin de Floyran. O tal nobre teria como missão denegrir a imagem dos templários e de seu Grão-Mestre Jacques de Molay, e como recompensa receberia terras pertencentes aos templários logo após derrubá-los.

O ano de 1307 viu o começo da perseguição aos cavaleiros. Apesar de possuir um exército com cerca de 15 mil homens, Jacques de Molay havia ido a França para o funeral de um membro feminino da Casa Real Francesa e havia levado consigo poucos cavaleiros. Na madrugada de 13 de outubro, ele e seus homens foram capturados e lançados nas masmorras por um homem de confiança do rei Filipe IV, Guilherme de Nogaret.

Durante sete anos, Jacques de Molay e os cavaleiros aprisionados sofreram torturas e viveram em condições subumanas. Enquanto isso, Filipe IV gerenciava as forças do papa Clemente V para condenar os templários. Suas riquezas e propriedades foram confiscadas e dadas a proteção de Filipe.


(Emblema da Ordem Demolay)

Após três julgamentos, Jacques de Molay continuou sendo leal para com seus amigos e cavaleiros. Ele se recusou a revelar o local das riquezas da Ordem, e recusou-se a denunciar seus companheiros. Em 18 de março de 1314, foi levado à Corte Especial. Como evidências, a Corte dependia de confissões forjadas, supostamente assinadas por de Molay. Desmestiu, então, as mesmas confissões. Sob as leis da época, a pena por desmentir uma confissão era a morte. Foi julgado pelo Papa Clemente V, e assim como Jacques de Molay, outro cavaleiro, Guy d'Auvergne, desmentiu sua confissão e ambos foram condenados. O rei Filipe IV, o belo, ordenou que ambos fossem queimados naquele mesmo dia, e deste modo a história de Jacques de Molay se tornou um testemunho de lealdade e companheirismo. De Molay veio a falecer aos seus 70 anos de idade no dia 18 de março de 1314.

Durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, amaldiçoando os descendentes do então rei de França, Filipe IV, o belo. O primeiro a morrer foi o Papa Clemente V, logo em seguida o Chefe da guarda e o conselheiro real Guilherme de Nogaret e no dia 27 de novembro de 1314 morreu o rei Filipe IV com seus 46 anos de idade.

Com isso Jacques de Molay passou a ser conhecido como um símbolo de lealdade e companheirismo, pois preferiu morrer a entregar seus companheiros ou faltar com seu juramento. E por esse motivo o maçom estadunidense Frank Sherman Land veio a fundar a Ordem DeMolay, usando seu nome como mártir e exemplo a ser seguido.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_de_Molay

Reunião da GLERN na Jacques Demolay nº 21

É com muita honra e satisfação que informo e convido todos os Irs.: dessa Potência que a próxima Sessão da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Norte será na nossa querida Jacques Demolay nº 21. A Sessão, que será presidida pelo Grão Mestre Luiz Carlos Rocha da Silva, acontecerá dia 10 de dezembro do corrente ano.


Conto com a honrosa participação de todos os meus Irmãos nesse 
momento tão especial para Jacques Demolay nº 21. 

Jurandi Irineu Pereira Filho
V.: M.:

Criação do Blog da Loja Maçônica Jacques Demolay nº 21

Assim que iniciei na ordem jurei, acima de tudo, servir a Deus e trabalhar pelo bem da Franco-maçonaria, em especial pelo bem da Jacques Demolay nº 21. Percorrendo a grande rede diariamente em busca de informações sobre a Maçonaria percebi que muitas lojas maçônicas no Brasil utilizam, dentro do possível, como ferramenta de divulgação dos seus trabalhos, a internet.

Como já sou utilizador de blog para divulgar a minha atividade (www.meliponariodosertao.blogspot.com), surgiu em mim, depois de sugestão da cunhada Valéria, o desejo de criar um blog para minha querida Jacques Demolay nº 21. Com a idéia na cabeça solicitei autorização ao Mestre Venerável (Jurandir Filho) que de imediato concordou. Como já fui militar, para mim, missão dada é missão cumprida. Blog no ar!

O blog, além de ser uma ferramenta a mais para divulgação de nossas atividades, tem por objetivo servir como um portal sobre informações do Mundo Maçônico. Nesse espaço divulgaremos as reuniões de nossas Samaritanas, algumas ações da nossa Loja, de Lojas irmãs e de nossa Potência. 

O espaço está aberto a todos os irmãos da Jacques Demolay nº 21.

A todos, um T.'. F.'. A.'.

Mossoró-RN, em 28 de novembro de 2011.

Kalhil Pereira França
Ap.'. M.'.